Trabalho por aplicativo (motorista/entregador) — é CLT?

⚠️ Atenção: este é um tema que pode mudar (legislação em tramitação ou discussão recente). As informações abaixo refletem a regra vigente na data da última atualização — confirme sempre a situação mais recente antes de tomar uma decisão importante.

Ainda não há uma resposta única: motoristas e entregadores de aplicativo hoje são tratados, em regra, como prestadores de serviço autônomos pelas plataformas, mas essa questão está sendo julgada pelo STF, e o resultado pode mudar esse entendimento.

📅 Atualizado em 11/09/2026

Como funciona?

As plataformas de aplicativo costumam contratar motoristas e entregadores como parceiros autônomos, sem vínculo empregatício, o que gera divergência: para alguns, há elementos de subordinação (algoritmos que controlam a rotina, penalizações por baixa aceitação de corridas etc.) que se aproximam de uma relação de emprego; para outros, a flexibilidade de horário afasta esse enquadramento.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando o tema (conhecido como Tema 1.291), envolvendo casos de motoristas de aplicativos como Uber. O julgamento já foi adiado mais de uma vez, com sessões previstas ao longo de 2025 e 2026 — até a data desta atualização, não há uma decisão final e definitiva amplamente confirmada sobre o tema.

Quem tem direito?

Enquanto o STF não decide definitivamente o tema de forma vinculante para todos os casos, motoristas e entregadores que se sintam prejudicados podem buscar o reconhecimento de vínculo individualmente na Justiça do Trabalho, com o resultado dependendo da análise do caso concreto.

Quanto recebe ou paga?

Hoje, a maioria dos motoristas e entregadores de aplicativo não recebe direitos trabalhistas (férias, 13º, FGTS) das plataformas, já que são tratados como autônomos — isso pode mudar dependendo do rumo da decisão do STF ou de eventual regulamentação específica.

Quando se aplica?

Esse é um tema em aberto: a situação de cada motorista ou entregador pode ser avaliada individualmente, mas ainda não há uma regra geral definitiva aplicável a todos os casos.

Exemplo prático

Um entregador que trabalha exclusivamente para um aplicativo, seguindo regras rígidas de desempenho impostas pela plataforma, pode tentar buscar o reconhecimento de vínculo empregatício na Justiça — mas o resultado depende da análise do caso e da evolução da jurisprudência sobre o tema.

📄 Fonte oficial: https://www.gov.br/planalto/pt-br